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Política, Goiânia

PSDB de Goiás declara apoio a Flávio Bolsonaro; Matheus Ribeiro foi único a defender Lula

Partido anunciou posição após consulta a lideranças; jornalista critica perda de identidade e diz que não deixará a sigla

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PSDB de Goiás declara apoio a Flávio Bolsonaro; Matheus Ribeiro foi único a defender Lula

O PSDB de Goiás anunciou nesta sexta-feira apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência no segundo turno. A decisão foi tomada após consulta a lideranças, segundo nota assinada pelo presidente estadual, deputado Gustavo Sebba, que apontou maioria expressiva favorável ao presidenciável.


A posição contou com a resistência do jornalista Matheus Ribeiro, única liderança do partido no estado a defender apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele teve 46.875 votos na disputa pela Prefeitura de Goiânia, terminando em quarto lugar.


Em entrevista ao Mais Goiás, Matheus avaliou que a legenda perdeu sua identidade. "A identidade que escolhi em 2022, de um partido social-democrata", afirmou. Ele lamentou que o PSDB não tivesse, pela segunda vez, um nome na disputa ao Planalto e criticou a opção de se "tornar coadjuvante em um processo já dominado".


Para o jornalista, ao acompanhar o grupo de Flávio Bolsonaro, o partido se distancia de sua história e se apequena. Sem citar nomes, argumentou que a sigla tem sido reduzida a grupos de caciques. "Política é feita de altos e baixos e quem quer surfar em todas as ondas corre o risco de se afogar", declarou.

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Matheus defendeu que o PSDB deveria focar nas questões de Goiás, já que nacionalmente a legenda se manteve neutra e liberou seus diretórios. Apesar das críticas, afirmou que não pretende deixar o partido, mas disse que seu foco neste momento não é a política. "Quero voltar a ser referência enquanto comunicador, mas o olhar para a cidade permanece. No momento oportuno, retomarei a discussão política."


Sobre a divergência, ressaltou que, em um ambiente democrático, é possível discordar, e que votar é diferente de fazer campanha. "Não sou militante", disse.

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