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Cidades

Empresária de Silvânia reage a lista de boicote e ameaça denunciar

Luiza Alves, proprietária de loja de roupas, diz ter sido surpreendida com nome em lista que pede boicote a comerciantes após segundo turno; ela pede retirada e promete denúncia.

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Empresária de Silvânia reage a lista de boicote e ameaça denunciar

A empresária Luiza Alves, dona de uma loja de roupas em Silvânia, Goiás, manifestou revolta ao descobrir que seu nome e o do estabelecimento foram incluídos em uma lista de boicote comercial divulgada na cidade após o segundo turno das eleições. Ela afirma ter sido surpreendida pela relação, que pede que consumidores evitem comerciantes identificados com um dos lados da disputa política.


Em desabafo, Luiza pediu a retirada de seu nome da lista e afirmou que pretende denunciar a divulgação caso isso não ocorra. “Sou empresária em Silvânia há 23 anos e nunca vi um absurdo desse. Atendo a todos muito bem”, declarou.


Ela ressaltou que sua posição política não interfere no funcionamento do comércio. “A minha liberdade de expressão e em quem eu votei não fazem parte do meu comércio”, disse. A empresária também reforçou que a loja continua aberta a todos os clientes. “Só não quero vender para quem não paga”, acrescentou.


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Segundo Luiza, o negócio depende do trabalho diário para manter as contas e pagar impostos. “Se eu não trabalhar, não recebo. Todos estão convidados a vir à minha loja. Ela não é partidária.”


Com mais de 5 mil seguidores nas redes sociais, ela encerrou o apelo pedindo que a lista seja corrigida. “Quem colocou o meu nome e o da minha loja, que tire. Se não, vou denunciar. Isso não é normal.”


Listas que incentivam o boicote a estabelecimentos associados a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) circularam em diferentes cidades brasileiras após a eleição presidencial de 2026. Postagens que orientam empresários a não contratar pessoas que votaram no petista e ameaças de demissão por posicionamento político também foram registradas nas redes sociais.


Em Goiás, o Ministério Público do Trabalho (MPT-GO) recebeu 15 denúncias de assédio eleitoral após a votação, realizada no domingo (25). Antes do segundo turno, outras 42 denúncias já haviam sido formalizadas.

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