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Idoso vive sozinho em prédio destruído pela guerra na Ucrânia

Aos 79 anos, homem se recusa a deixar apartamento mesmo após bombardeios e saída da família

Publicado em 06/03/2026 às 12:25
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Idoso vive sozinho em prédio destruído pela guerra na Ucrânia
Imagem de reprodução / Indiara

Um aposentado de 79 anos permanece vivendo praticamente sozinho em um prédio residencial destruído pela guerra na cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. Grygory Gladysh é atualmente o último morador de um grande bloco de apartamentos da era soviética, que foi bombardeado durante a invasão russa iniciada em 2022.

Quando as tropas da Rússia cercaram a cidade no início da guerra, Gladysh decidiu permanecer no local enquanto familiares e vizinhos deixavam a região. Desde então, ele enfrentou três invernos rigorosos praticamente sozinho, vivendo sem aquecimento e sem acesso a água encanada.

O aposentado sobrevive com rações alimentares e ajuda ocasional de moradores da região, que às vezes levam água e comida. Mesmo diante das dificuldades, ele afirma que não pretende sair do lugar.

“E para onde eu iria?”, questionou o idoso durante entrevista à AFP em seu apartamento, cercado por utensílios de cozinha e poucos pertences.

Cidade devastada pela guerra

A região onde Gladysh vive, conhecida como Saltivka, no norte de Kharkiv, foi uma das áreas mais atingidas pelos bombardeios logo no início do conflito. O prédio onde ele mora ficou severamente danificado: o telhado desabou durante os combates e o elevador deixou de funcionar após explosões atingirem o poço do equipamento.

Segundo ele, os moradores começaram a abandonar o local quando a energia elétrica foi interrompida e os ataques se intensificaram.

A esposa e a filha do aposentado também deixaram a cidade no início da guerra e hoje vivem como refugiadas na Holanda. Mesmo com os pedidos da família para que ele se mude para o país europeu, Gladysh decidiu permanecer em sua cidade.

Rotina de solidão

O antigo pintor passa os dias principalmente dentro do apartamento. Em alguns momentos ele lê ou usa o celular, mas evita assistir televisão.

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O que há para fazer? Na nossa idade, não há nada para fazer”, afirmou.

Às vezes ele recebe visitas de moradores da região, que conversam com ele e levam alimentos básicos como macarrão, cereais, óleo de girassol e leite condensado.

Guerra sem previsão de fim

Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, milhões de ucranianos foram deslocados dentro do país ou buscaram refúgio no exterior. O conflito é considerado o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Mesmo diante da destruição e da incerteza sobre o futuro, Gladysh afirma não saber quando a guerra terminará.

“Não há fim à vista. Veja o que está acontecendo. Ninguém disse nada inteligente ainda — nem a Rússia, nem a Ucrânia”, concluiu.


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