Goiás produz 128,5 milhões de dúzias de ovos no 1º semestre e fica atrás apenas de 2025
Volume é o segundo melhor da série histórica para o período; produção nacional bate recorde com 2,4 bilhões de dúzias, segundo IBGE
Goiás produziu 128,5 milhões de dúzias de ovos no primeiro semestre de 2026, de acordo com o boletim Agro em Dados, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O resultado é o segundo melhor da série histórica para o período, atrás apenas dos primeiros seis meses de 2025.
O desempenho goiano acompanha o ritmo nacional: o Brasil alcançou recorde de 2,4 bilhões de dúzias no mesmo período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na última década, a produção goiana cresceu 53,8%, passando de 171,7 milhões de dúzias em 2016 para 264,1 milhões no ano passado. O avanço é reflexo do aumento do plantel de galinhas poedeiras, que subiu 53,1% no período e chegou a 46,9 milhões de aves em 2025.
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Prefeitura lança “Goiânia Pulsa”, nova plataforma digital para promover turismo e eventos na capitalO mercado interno absorve a maior parte da produção. Impulsionado pela busca por dietas ricas em proteína e pela expansão do segmento fitness, o consumo por habitante no Brasil atingiu 288 unidades em 2025, alta de 7,1% em relação a 2024. O ovo é valorizado por conter albumina, aminoácidos essenciais e vitaminas.
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No aspecto financeiro, os preços passaram por ajuste após o pico histórico de março de 2025, quando a caixa de 30 dúzias chegou a R$ 203,01 em São Paulo. Com maior oferta e recuo das cotações, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) projeta Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 1,3 bilhão para Goiás em 2026, patamar semelhante ao de 2024.
As exportações também sustentam o setor. No ano passado, Goiás ficou em quinto lugar no ranking nacional de envios de ovos para incubação (férteis), com 728,7 toneladas vendidas para países como Arábia Saudita, México, Senegal e Venezuela. Na categoria de ovos para consumo, Cristalina e São João d’Aliança lideram os embarques goianos, e Luziânia entrou na lista entre janeiro e agosto de 2026. No acumulado deste ano até agosto, o Estado exportou 346,2 toneladas, com receita de US$ 1 milhão. Os ovos para incubação respondem por 57,6% do volume negociado.
Para o secretário de Agricultura, Ademar Leal, os números evidenciam a profissionalização e a tecnificação das granjas. “A produção de ovos acompanha a evolução das demandas do mercado, com avanços nos sistemas de criação de galinhas poedeiras voltados ao bem-estar animal, à sustentabilidade e às diferentes exigências dos consumidores”, afirma.
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