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Cidades

Ex-funcionária de correspondente bancário é condenada a quase 14 anos por fraudes contra clientes em Morrinhos

Mulher usava documentos e fotos de nove pessoas, a maioria idosos, para abrir contas digitais e contratar empréstimos sem autorização; TJGO manteve a pena e o processo transitou em julgado

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Ex-funcionária de correspondente bancário é condenada a quase 14 anos por fraudes contra clientes em Morrinhos

A Justiça de Goiás condenou uma ex-funcionária de um correspondente bancário de Morrinhos, no sul do estado, a 13 anos, 10 meses e 20 dias de prisão por usar documentos e fotos de clientes para contratar empréstimos sem autorização. A pena foi mantida pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e o processo transitou em julgado em outubro de 2026, sem possibilidade de novos recursos.


Segundo o processo, o esquema atingiu nove pessoas, a maioria idosos ou em situação de vulnerabilidade. A mulher aproveitava o trabalho no correspondente bancário para obter documentos pessoais e fotografias dos clientes, alegando que o material seria usado em procedimentos de reconhecimento facial, simulações ou contratações regulares de crédito. Depois, utilizava os dados sem o conhecimento das vítimas para abrir contas digitais, fazer empréstimos e transferir os valores para a própria conta.


Em alguns casos, as fraudes só foram descobertas quando os clientes notaram descontos desconhecidos em seus benefícios previdenciários. Como o dinheiro era destinado ao sustento das vítimas, a Justiça considerou o impacto financeiro dos crimes na definição da pena.


A ex-funcionária foi condenada por furtos qualificados mediante fraude. Além da prisão, em regime inicialmente fechado, a sentença determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 5 mil para cada vítima, somando pelo menos R$ 45 mil.


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Ao fixar a pena, a juíza Shauhanna Oliveira de Sousa Costa, da 2ª Vara Criminal de Morrinhos, considerou que a mulher abusou da confiança dos clientes e usou informações obtidas durante o exercício da profissão para cometer as fraudes. A repetição das operações também pesou na decisão: por entender que os crimes foram praticados de forma continuada, a magistrada aplicou o aumento máximo previsto para esse tipo de situação.


O caso serve de alerta para quem precisa apresentar documentos ou fazer reconhecimento facial durante um atendimento financeiro. Antes de fornecer fotos, documentos ou outros dados pessoais, é importante confirmar diretamente com a instituição financeira como as informações serão utilizadas. Também é recomendável pedir cópia de qualquer contrato assinado ou operação realizada e conferir se valores, condições e tipo de serviço correspondem ao que foi autorizado. Senhas e códigos de autenticação não devem ser compartilhados sem a confirmação da legitimidade da solicitação.


Aposentados e pensionistas devem acompanhar regularmente os extratos bancários e do benefício previdenciário, pois empréstimos, parcelas ou descontos desconhecidos podem indicar uma operação feita sem consentimento. Ao identificar movimentação suspeita, a orientação é procurar a instituição financeira, registrar uma reclamação e comunicar o caso à Polícia Civil. Familiares também podem ajudar idosos a verificar extratos e identificar cobranças que não reconhecem.

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