A segunda fase da Operação Luz da Verdade, deflagrada nesta terça-feira (5) pela Polícia Civil, aponta que uma empresa é suspeita de cometer fraudes para vencer licitações em 10 cidades de Goiás. De acordo com o delegado que coordenou a ação, Rômulo Matos, há indícios de que a consultoria vencedora, a Planegge Empresa de Assessoria de Gestao Publica, com apoio de outras entidades, simulava a competição dentro da licitação para manipular os resultados.

“Nós temos inicialmente comprovada a fraude em licitação, uma vez que as empresas que concorriam já estavam acertadas e direcionadas para que apenas uma se consagrasse vencedora, a Planegge. Temos empresas que não existem de fato, em nome de laranjas e mais de uma empresa situadas no mesmo endereço. Além de ter indícios de elos de amizade entre os donos destas empresas”, afirmou o delegado, que destacou que os documentos apreendidos serão analisados para identificar quais as responsabilidades das outras entidades envolvidas.

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O dono da Planegge, Paulo Roberto de Oliveira, informou à reportagem, por telefone, que todos os serviços contratados pela empresa foram realizados dentro do que é previsto em lei. Ele afirmou ainda que tem toda a documentação que comprova que prestou serviço para os órgãos envolvidos.

A Operação Luz da Verdade II foi deflagrada nesta manhã, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em 15 órgãos públicos das cidades de Mineiros, Jataí, Novo Planalto, Orizona, Paraúna, Santa Cruz de Goiás, Santa Rita do Araguaia, São Miguel do Araguaia, Ipameri e Palmelo. Foram apreendidos contratos de 2009 a 2015 envolvendo a empresa Planeje.

Os trabalhos da polícia são um desdobramento da primeira fase da operação, realizada em março deste ano, que constatou fraude em licitações na cidade de Palmelo, região sul de Goiás. Segundo a polícia, as irregularidades identificadas na época causaram mais de R$ 500 mil de prejuízo aos cofres públicos.

De acordo com o delegado, a partir da análise dos contratos da empresa envolvida no esquema em Palmelo, a polícia chegou aos contratos das outras dez cidades, que apresentaram, em seu processo de licitação, o mesmo modo de operação detectado no município.

“Analisamos os contratos desta empresa com órgãos públicos e constatamos que as mesmas empresas sempre atuavam em conluio nos processos licitatórios destes órgãos em todos estes dez municípios, evidenciando a fraude nestes processos”, afirmou.

Segundo Matos, a principal suspeita da polícia é que a empresa contratada recebia por um serviço que não era prestado. “O estranho é que, se houve prestação de serviço, não houve nenhuma emissão de relatório, de parecer, ou qualquer manifestação escrita. Então há suspeita de que esta consultoria não era prestada”, reiterou o delegado.

De acordo com o delegado, são investigados os crimes de extravio de documento público, fraude a licitações, desvio de dinheiro público, realização de despesa de forma ilegal e organização criminosa.

O dono da empresa Planeje informou por telefone que todos os serviços contratados pela empresa foram realizados dentro do que é previsto em lei. Ele afirmou ainda que tem toda a documentação que comprova que prestou serviço para os órgãos envolvidos.

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