Um ciclista profissional morreu após bater de frente com um carro de passeio durante um percurso de treinamento, na noite desta terça-feira (27), na GO-469, em Abadia de Goiás. Rivaldo Gomes de Morais, de 53 anos, estava em um grupo com aproximadamente 20 atletas quando foi atingido por um carro que tentava realizar uma ultrapassagem proibida. Segundo a Polícia Militar (PM), o condutor do veículo dirigia embriagado.

De acordo com a corporação, os ciclistas seguiam pelo acostamento da rodovia sentido Trindade-Abadia, momento em que foram surpreendidos por Uno Mile, de cor branca, que seguia no sentido contrário. O condutor do carro teria tentado ultrapassar um caminhão e jogou o veículo para o acostamento da pista, atingindo os atletas.

O veículo bateu de frente com Rivaldo e, em seguida, atingiu um segundo ciclista que quebrou o braço. Uma equipe do Corpo de Bombeiros compareceu no local do acidente e constatou a morte do atleta no local.

Bicicleta da vítima (Foto: Arquivo pessoal)

O condutor do veículo de passeio fugiu após o acidente, mas foi preso minutos depois no Bairro Santuário, em Trindade. Segundo a PM, ele passou pelo teste do etilômetro que constatou a embriaguez ao voltante com teor alcoólico de 0,71 mg/l.  Ele foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Trindade.

Rivaldo saiu de um posto de combustíveis no Parque Oeste, em Goiânia, acompanhado de um grupo de 40 atletas. Minutos antes do acidente, ele publicou uma foto em seu perfil no Instagram do local de partida.  Durante o percurso que passaria por Pau Baixo, Abadia de Goiás e depois retornava para a Capital, o grupo se dividiu e no momento do acidente o grupo estava com 20 atletas.

(Foto: Reprodução/ Instagram)

Luiz Santana também é atleta profissional e estava no mesmo grupo de Rivaldo no momento do acidente. Segundo o ciclista, o local é utilizado há cinco anos pelos atletas para percurso de treinamento diário e sempre foi uma rota tranquila. Para ele, a irresponsabilidade dos motoristas combinado com o descaso do poder público facilita para que tragédias aconteçam.

“É muito triste a gente sair para pedalar e esse tipo de coisa acontecer. Falta ciclovias para termos segurança durante o pedal. Lá na rodovia tem uma faixa que passa carro de boi, mas de tanto buraco nem pedestre passa por lá. Toda a dificuldade combinada com a falta de respeito e consciência dos motoristas fazem tragédias como essas acontecerem”, explica o ciclista.

O corpo de Rivaldo é velado no Cemitério Jardim das Palmeiras, no Setor Norte Ferroviário, e o sepultamento está marcado para o período da tarde desta quarta-feira (28).

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