Ex-governador de Goiás, Marconi Ferreira Perillo Júnior (PSDB) chegou, na tarde desta quarta-feira (10), à sede da Polícia Federal (PF) de Goiânia, às 13 horas. Ele presta depoimento desde às 13h30, sobre a Operação Cash Delivery, desencadeada no dia 28 de setembro. Marconi entrou pela porta dos fundos, para despistar a imprensa.

Desde a manhã desta quarta-feira o Mais Goiás tenta fazer contato com a Polícia Federal de Goiás e com o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Marconi Perillo, mas as ligações não são atendidas. Fontes da reportagem garantem que houve uma negociação entre a corporação e a defesa do ex-governador tucano para que a chegada dele acontecesse sem alardes e registros pela imprensa.

As investigações são fruto de delações premiadas da Odebrecht. Executivos da empresa afirmaram ter repassado R$ 12 milhões para campanhas de Marconi em 2010 e 2014, em troca de favores no governo. Para a PF, o ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) Jayme Rincón era quem recebia os recursos em nome de Perillo, que é apontado como chefe do esquema.

Maços de dinheiro
No dia 28 de setembro, além de checar endereços do tucano, agentes também prenderam Jayme Rincon, coordenador de campanha do governador derrotado nas eleições deste ano, José Eliton (PSDB). Rincón foi colocado em liberdade na sexta-feira (5/10), por decisão do desembargador federal Cândido Ribeiro.

Também foi preso motorista de Jayme, o policial militar Márcio Garcia de Moura. Na casa dele, a polícia encontrou maços de dinheiro em espécie. O filho de Jayme, Rodrigo Godoi Rincon também está entre os investigados. Ele foi colocado em liberdade por um habeas corpus, concedido na quarta-feira (3/10). O ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior continuam presos.

Delações
O advogado dele, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, em nota encaminhada anteriormente, repudiou a operação, que batizou de “clara interferência à estabilidade democrática”. “Os fatos citados pelo delator, sem provas, se referem a questões antigas. A busca e apreensão na residência do ex-governador há nove dias da eleição assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do MPF e do Poder Judiciário”.

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