A rede pública de Saúde em Goiás deve começar a fazer exames para diagnóstico de zika e  chikungunya a partir da próxima segunda-feira (14). O Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO) está apto para realizar os procedimentos. A expectativa é de que o tempo de espera para os resultados reduza de cerca de 30 dias para 7.

“O prazo de entrega diminuiu enormemente e isso facilita. As gestantes, que são prioridade, quando há positividade para zika serão encaminhadas para um pré-natal com mais atenção para evitar qualquer agravamento”, declarou Murilo do Carmo Silva, coordenador geral de controle de dengue da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Atualmente, as amostras de sangue colhidas no estado para diagnóstico de zika são enviadas pelo Lacen-GO para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Já os casos suspeitos de chikungunya são encaminhados para o Instituto Evandro Chagas, no Pará. Por isso, o resultado demorava para ficar pronto.

O Ministério da Saúde enviou os insumos para o laboratório com o objetivo de descentralizar os diagnósticos dessas doenças. Durante o mês de fevereiro, o laboratório recebeu o material para a realização dos testes.

A unidade foi estruturada tecnicamente com equipamentos de alta tecnologia. Também houve a capacitação de profissionais para a implantação dos novos exames.

De acordo com o coordenador geral de controle de dengue, a previsão inicial é de que o laboratório faça de 40 a 50 exames de zika por semana, sendo que essas amostras também passam por triagem para dengue. Em relação à chikungunya, não há uma estimativa porque a demanda é pequena.

“Para chikungunya, até agora não há a necessidade de fazer tanto diagnóstico porque não existem muitos casos notificados. Os exames que chegarem pra zika passam por triagem para dengue também. Os que chegarem para zika não passam por triagem de chikungunya porque a chikungunya tem sintomas muito específicos”, explicou Silva.

Combate ao Aedes
Em19 de fevereiro, durante a Mobilização Nacional da Educação em combate ao Aedes aegypti, o secretário de Saúde, Leonardo Vilela, destacou que a agilidade no diagnóstico é fundamental no combate direcionado ao mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya. Ao saber se a pessoa está com determinado vírus, pode- se concentrar ações nos locais onde elas foram infectadas. “É uma maneira de combater que o mosquito nasça”, disse Vilela.

Conforme o último levantamento da SES, foram notificados 225 casos de zika em Goiás até o dia 27 de fevereiro. Do total, 22 foram confirmados. Outros 191 seguem sob investigação e 12 já foram descartados.

Em relação aos registros de dengue, foram 42.563 casos notificados, sendo 8.153 confirmados. Ainda de acordo com dados da secretaria, há 95 suspeitas de chikungunya em investigação.

G1

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