Três grandes quadrilhas são investigadas pela Polícia Civil (PC) pela prática de tráfico e homicídio na Região Central de Goiânia. Segundo a corporação, elas atuam no local há cerca de dois anos. Cinco membros desses grupos morreram durante uma intervenção da Polícia Militar (PM), realizada na noite do último sábado, com apoio da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) na ‘Favela Vietnã’, no Setor Norte Ferroviário. A PM divulgou que entre os bairros alcançados pelos grupos criminosos estão: Setor Central, Norte Ferroviário, Urias Magalhães, Criméia Leste e Oeste e Villa Monticelli.

Alguns membros destas quadrilhas já estão presos de acordo com o assessor de comunicação da PC, Gilson Mariano Ferreira. “São três quadrilhas maiores que agem naquela região, e que são investigadas especificamente pela DIH (Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios”, acrescentou Ferreira. Os homicídios praticados pelas quadrilhas seriam cometidos como forma de acerto de contas relativo ao tráfico que comercializa drogas para usuários, sendo boa parte deles moradores de rua.

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) promoveu ontem uma coletiva de imprensa para esclarecer as circunstâncias da morte dos cinco suspeitos. O comandante geral da PM, Divino Alves, afirmou que a intervenção foi resultado da apuração de um crime ocorrido na noite de sexta-feira, quando quatro moradores de rua foram baleados, no Setor Central. Um dos sobreviventes disse conhecer os autores. Então, integrantes da 37ª CIRPM foram até a favela por volta das 22h30 de sábado e pediram apoio da Rotam para a operação. Chegando ao local, diz o comandante, os policiais foram recebidos à bala e revidaram alvejando as cinco pessoas. “É foco da Polícia Militar a apreensão de armas de fogo, a prevenção a homicídios, o combate aos crimes contra o patrimônio e as ações ostensivas e de prevenção para o combate ao tráfico”, destacou.

A PM apresentou duas pistolas calibre .40, duas sub-metralhadoras Uzi- uma delas com silenciador-  um revólver 38, celulares e meio quilo de maconha pertencentes ao grupo morto, além de 200 munições.

Até a manhã de ontem, foram identificados entre os mortos: Lucas Azevedo Macedo, 19, que tinha passagens por lesão corporal, receptação e furto; e Marcos Henrique da Silva, 36,  era foragido da Justiça por roubo.

Polêmica

A SSPAP também divulgou uma nota de repúdio ao Jornal   O Popular , que trouxe, na edição de ontem, reportagem de capa a informação de “chacina” em referência à intervenção policial. O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, o vice-governador, José Eliton, defendeu a ação da força de segurança. “Agiram com força e ostensividade, e assim continuará. Parabenizo a polícia, de maneira especial a Rotam que atuou no estrito dever legal ”, frisou.

Excesso

A PC informou que vai ouvir policiais que participaram da operação. “Vamos averiguar se houve excesso ou não. Esse é o papel da Polícia Civil. Ouviremos algumas pessoas que estavam nessa operação, vamos aguardar essas provas técnicas que são fundamentais para a finalização do inquérito policial. Assim que chegarmos a uma conclusão do inquérito, certamente isso será levado ao conhecimento de todos”, explicou o assessor de imprensa da PC.

O Hoje

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