morte de um turista no novo brinquedo do parque aquático Beach Park, na última segunda-feira (16), levantou um alerta sobre a segurança dos turistas em parques de diversões por todo o Brasil — o parque não funcionará nesta terça-feira (17) por causa do acidente.

O “Vainkará” é um conjunto de tobogãs com grandes inclinações percorridos com boias, e foi inaugurado no último final de semana no espaço.

De acordo com a Polícia Civil de Fortaleza (CE), a boia em que estava o radialista de Sorocaba (SP) Ricardo José Hilário Silva, de 43 anos, com mais três pessoas, passou da altura da parede de contenção e virou com os quatro dentro do brinquedo a 150 metros de altura. Hilário estava na parte mais alta e bateu a cabeça na estrutura durante a queda.

Fiscalização

A legislação aponta que a fiscalização de brinquedos de parques de diversões, independente de serem aquáticos ou mecânicos, deve ser realizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de cada estado. O inspetor do Crea-PR, Alexandre Francisco Nekatschalow diz que ainda é cedo para afirmar o que realmente aconteceu, mas “se havia placas informando as regras e condições, quer dizer que houve uma fiscalização dos órgãos competentes para a atração ser liberada”.

Testemunhas ouvidas pela polícia local e por jornais de Fortaleza afirmam que uma placa na entrada do “Vainkará” alertava que os ocupantes de cada boia poderiam somar no máximo 320 quilos. Mas, segundo eles, não havia equipes no local para realizar a checagem do peso.

O Beach Park colocou uma nota de pesar em sua página na internet. Foto: reprodução.

Os turistas que visitam parques de diversões tanto aquáticos como mecânicos devem observar alguns itens de segurança antes de entrarem nos brinquedos. Segundo Alexandre Francisco Nekatschalow, as licenças de funcionamento devem estar visíveis logo na bilheteria do local. “O turista também pode pedir para ver se todos os órgãos competentes analisaram as atrações do local”, afirma.

Alexandre conta, ainda, que “quando a gente vê uma estrutura amarrada com brinquedo, com elástico, é bom desconfiar. Ou seja, analisar o estado de conservação do brinquedo.Se tiver improvisos no parque, é melhor não ir”, completa.

Acidente no CE

Em uma nota enviada à imprensa, o Beach Park lamentou a morte do turista e afirmou que “a equipe de segurança aquática realizou o atendimento de forma imediata, mas infelizmente o visitante foi a óbito. O parque lamenta profundamente o ocorrido e está dando todo o apoio, suporte e atenção para a família”.

O brinquedo onde ocorreu o acidente ficará interditado até que a Delegacia de Proteção ao Turista encerre as investigações. O “Vainkará” custou R$ 15 milhões ao parque, com 150 metros de altura e paredes de 90° – para dar a sensação de ‘gravidade zero’ durante a descida.

Não é a 1ª vez

Segundo noticiou a agência Folhapress, esta não é a primeira vez que acontece um acidente em toboáguas do Beach Park. Em janeiro, um grupo de turistas viveu momentos de tensão e chegou a ter que furar boias para conseguir sair da atração.

Em mensagens deixadas no site Tripadvisor, os turistas relataram problemas no brinquedo “Arrepio”, que classificaram como um “acidente quase fatal”. Eles relataram que as boias ficaram entaladas no tobogã, enquanto outras eram lançadas do brinquedo, causando uma espécie de engavetamento de boias dentro do toboágua.

“O salva-vidas não sabia o que fazer, a água foi subindo, as pessoas gritando e bebendo água… tivemos que furar as boias com os dentes para não ficar sem ar. Por pouco não morremos afogados dentro do tubo”, relatou em 22 de janeiro um homem chamado Maurício, que afirmou ser um dos envolvidos no acidente.

Apesar de não estar entre os mais visitados do mundo neste ranking, o Beach Park é o parque aquático mais famoso do Brasil. Foto: divulgação.

Ele disse que a água demorou para ser desligada e que os funcionários não faziam ideia de como proceder em caso de emergência: “Foi a pior experiência da minha vida. Meu filho está em choque”, disse.

Um outro turista chamado Francisco relatou o mesmo acidente. Ele disse que aguardava na fila para ir no brinquedo “Arrepio” quando percebeu que haviam várias pessoas presas dentro do toboágua.

Ele disse que a primeira pessoa a sair do toboágua após o acidente foi uma mulher que, muito nervosa, afirmou que usou a chave do armário para furar a boia e liberar a passagem dentro do tubo. “As pessoas desciam chorando e nervosas. Por pouco não aconteceu uma tragédia”, afirmou Francisco.

 

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